Depois de um Superunknown de múltipla platina, os Soundgarden preparavam-se para gravar o seu sucessor. Ideias não faltavam neste quarteto talentoso e em plena forma. O que se traduziu em Down On The Upside foi um disco menos óbvio do que o anterior onde, apesar de tudo, o grupo mantinha intacta a intenção de experimentar novos trilhos musicais, sempre com a inteligência que os caracterizava. O baixista Ben Shepherd, em crescente afirmação, assinou partes de total mestria musical, tais como Zero Chance, Dusty, e Switch Opens. Never The Machine Forever, da autoria do guitarrista Kim Thayil, com as suas guitarras e ritmo descontrolado, representa na perfeição a excelência instrumental deste álbum. O vocalista Chris Cornell, para além de continuar a escrever grandes letras, via as suas composições, inevitavelmente, lançadas como singles, tal era a sua apurada sensibilidade pop. Os singles Burden In My Hand, Blow Up The Upside World, e Pretty Noose, foram bastante tocados nas rádios que começavam a dar destaque, cada vez mais reduzido, aos grupos da "Seattle Scene". Assente em arranjos complexos e subtis, o álbum revelava uma grande quantidade de detalhes a cada nova audição. Pouco depois do lançamento do disco, medianamente recebido pela crítica, Chris Cornell anunciaria o fim do grupo.Faixas:
1. Pretty Noose
2. Rhinosaur
3. Zero Chance
4. Dusty
5. Ty Cobb
6. Blow up the Outside World
7. Burden in My Hand
8. Never Named
9. Applebite
10. Never the Machine Forever
11. Tighter & Tighter
12. No Attention
13. Switch Opens
14. Overfloater
15. An Unkind
16. Boot Camp
Estilos:
Hard-Rock, Punk-Rock, Pop-Rock, Folk-Rock, Alternative.
Avaliação:*****