Caravan - Caravan (1968)
Em finais de 1968, os Caravan davam o seu primeiro passo musical em formato de disco, num lançamento que primava pelo equilíbrio e pela maturidade. Ao contrário do que era tocado nas rádios na altura, os Caravan assumiam uma toada aparentemente mais séria, não fossem as subtilezas (por vezes evidências) humorísticas, um pouco por todo o álbum. A balada Place Of My Own abre o disco discretamente, com a gentil voz de Pie Hastings (voz) a flutuar sobre as passagens etéreas nas teclas (David Sinclair) e nos padrões originais e seguros de Richard Coughlan (bateria). Ride prolonga a hipnotizante sensação de alienação com a sua percussão, coros, e ambiente obscuro, que entra em território mais terra-a-terra quando chegam os refrões animados pelo órgão de David Sinclair. A psicadélica Policeman introduz a voz de Richard Sinclair (voz, baixo) e também os seus apontamentos humorísticos. Love Song With A Flute começa como uma misteriosa balada soul, evoluindo depois para uma animada segunda fase que culmina no final instrumental onde aparece Jimmy Hastings (convidado e irmão de Pie) a demonstrar o seu talento. Cecil Rons mistura terror e humor de forma imaculada, por entre interessantes paletas de sons e imaginários absurdos. A melancolia e espírito sonhador de Magic Man abrem caminho para Grandma's Lawn, onde Richard Sinclair volta a emprestar o espírito atrevido e irónico. A fechar, um espectacular tema épico na forma de Where But For Caravan Would I, que vai sendo construido lentamente, entre belas melodias, e atingindo vários clímaxes, sempre em pose elegante. O álbum beneficiou de uma engenharia de som, algo atípica na altura, que lhe conferiu uma sonoridade ecoante e espessa. Bem recebido pela crítica, o disco abriu as portas do circuito underground aos Caravan.
Faixas:
1. Place Of My Own
2. Ride
3. Policeman
4. Love Song With A Flute
5. Cecil Rons
6. Magic Man
7. Grandma's Lawn
8. Where But For Caravan Would I
Estilos:
Folk-Rock, Psychedelic Rock, Soul, Progressive-Rock.
Avaliação:*****