Soft Machine - Biografia

Um dos grupos mais famosos de Canterbury, os Soft Machine desde cedo mostraram curiosidade em explorar o abstracto e o absurdo, mantendo um espírito marcadamente experimental, ainda que bastante enraizado no jazz. Inicialmente um quarteto, constituído por Robert Wyatt (voz, bateria, e ex-Wilde Flowers), Mike Ratledge (teclas), Daevid Allen (guitarra, voz) e Kevin Ayers (voz, baixo, e ex-Wilde Flowers), cedo se transformaram num trio, com a saída de Daevid Allen para formar os Gong. O início de carreira do grupo é marcado pela exploração de sonoridades jazz, com algumas incursões pop e psicadelismos. Tiveram um grande incentivo ao serem escolhidos para acompanhar a digressão de Jimi Hendrix, os que lhes conferiu alguma visibilidade e também lhes permitiu gravarem o primeiro disco. Mas a vida dos Soft Machine seria tudo menos fácil e Ayers saíria logo no seu primeiro ano com o grupo, tendo causado quase o fim definitivo da banda. Pouco tempo depois, por motivos contratuais, os Soft Machine eram obrigados a gravar novo disco e recrutavam Hugh Hopper (baixo), até aí um roadie da banda. Guiados pelo timbre vocal peculiar de Wyatt, o grupo começava a ganhar oportunidades e pouco depois contaria com mais um reforço, Elton Dean (saxofone). Cada novo disco dos Soft Machine parecia conter menos partes vocais do que o anterior, pelo que não foi uma surpresa quando se tornaram num grupo instrumental em 1971. Nesse mesmo ano, Robert Wyatt abandonaria o grupo e formaria os Matching Mole. O músico seria substituído, primeiro por Phil Howard e depois, definitivamente, por John Marshall. Por esta altura o grupo abraçava o estilo fusão (rock, jazz, experimental) e gozava de boa reputação. Em 1972 sai Elton Dean e entra o multi-instrumentista Karl Jenkins (oboé, saxofone, teclas). No ano seguinte saía Hugh Hopper e entrava Roy Babbington (contrabaixo, baixo). Em meados dos anos setenta, passam pelo grupo guitarristas como Alan Holdsworth e John Etheridge, numa tentativa de acrescentar novos sons e dinâmicas às composições. Em 1976, o único membro fundador dos Soft Machine, Mike Ratledge, abandonava as hostes e deixava a banda a cargo de Jenkins, que editaria um par de discos até dar por terminada a aventura. Nunca movidos por quaisquer interesses comerciais, os Soft Machine, mesmo com todas as mudanças de alinhamento, mantiveram sempre uma forte identidade que influenciou consideravelmente os grupos à sua volta.
Álbuns:
THE SOFT MACHINE [VOLUME ONE] (1968)
VOLUME TWO (1969)
THIRD (1970)
FOURTH (1971)
FIFTH (1972)
SIX (1973)
SEVEN (1974)
BUNDLES (1975)
SOFTS (1976)
Estilos:
Jazz-Rock, Fusion, Experimental, Pop-Rock, Jazz-Pop, Art-Rock